segunda-feira, 22 de maio de 2017

CLIMA SECO

Vem no súpeto, vem e alarga
toda consciência que eu tinha no momento

Eu sofro,
eu desabo,
eu choro.

Portas se fecham, janelas parecem serem as saídas...
eles dizem,
pule...
pule.

Eu sofro.
Eu choro.

Quase sem sentir, e sentindo muito.
Eu peço desculpa várias vezes a mim mesmo, eu sempre acabo perdoando mesmo...

Portas abrem, o mundo parece estar bem clareado.
A voz não para, ecoa nos momentos mais importunos.
Janelas parecem serem as saídas...
Eles dizem...
Pule dela em movimento...
pule em movimento...

Eu sofro .
Eu choro.
Eu me mantenho determinado, eu fecho os olhos.
Meu corpo dói, eu peço perdão.

Meus demônios não me culpam ...
Olhos cheios de lagrimas
Eu sofro... eu grito...
é o colapso

Em um clima seco, a minha mente vagueia, fracamente, por alguma lucidez ideal, para poder se agarrar à algum tipo de sabedoria... eu sofro... eu me perco... eu cometi os mesmo erros, e tudo vem como uma onda esmagadora, eu levei alguns socos, eles me machucaram, mas não dói... não como deveria doer.
Em um clima seco, em meados de memórias, um punhado de rancor. Se tornou tão difícil se desfazer dos maus momentos, eu grito por ajuda... mas num clima seco, minha garganta arranha, eu engasgo com minhas palavras... eu grito por ajuda... em um clima de sentimentos secos...

eu sofro
eu choro
eu desabo
eu me entrego

por favor, me leve, me jogue em ondas, me afoga em qualquer coisa, que não seja sentimentos secos e triviais. E realmente não há nada para dizer. Eu não estou triste e nem feliz...

Eu sofro... sozinho...