terça-feira, 31 de janeiro de 2017

I.  Me diga, você consegue escutar o som lúgrebe do nosso funeral?
Você escuta o ecoar dos sinos? Sinta o cheiro das flores mortas, o aroma de fim.

II. Eu vaguei em pequenos redemoinhos em mente. Fielmente eu achei que fosse uma verdade... pasma... pasma... não era nada, era nada... 
Hoje, eu sofro essa desilusão, por acreditar demais. 

III. Lacunas em branco, datas anotadas no calendário, datas não comemoradas. Acabei me engasgando de novo na inocência de um apego, na coragem de um desejo... 
e nem sei mais, se por medo, se por amor... nem sei mais. 

IV. A medida que entristeço, percebo. 
As mentiras que invadiram meus dias, silenciaram meus sóis, destruíram minhas janelas. Hoje cantada por pássaros, pude perceber que numa desilusão constante, e...
Nas piores dúvidas
Nas noites mais escuras 
Nos dias mais frios 
No passado mais feliz
Nossos egos eram muito fracos para o amor. 


Rogo então por ti, mas bem baixinho, sussurro todo dia, para quem puder me ouvir... 
fique bem.