Incólume...
Passos distantes, eu vejo claramente entre vidros e espelhos.
Depositei em mim mesmo uma esperança tola, acreditei e absorvi pensamentos infantis e imaturos - a sobrevivência de um sentimento que logo será disperso pelo tempo, e pela angustia da solidão.
Amordaçado pelos meus erros, sigo rastejando indignamente por mentiras ilusórias... e vou me arrastando em direção paralela.
Passos permutam... os mesmo erros.
Você consegue sentir o ressoar? Como se fosse uma opção? não... me parece algo inaudível, intocável... inalcançável
Todos meus desejos soam impermeáveis, todos meus prazeres comprometidos. Eu quero me entregar, e não quero me deixar ir.
Incólume
Eu nego, eu tremo, diante da espera do mesmo erro.
Há um singela diferença entre o cair do sono, o sonho e seu término. Incólume...
V. Trouxe o sol, V. trouxe pedaços mortos.
V. Trouxe os erros, os mesmos.
Meu tempo reduzido; a pressa invade meus dias. Eu temo ser pouco tempo, mesmo que eu pense que possa durar a vida inteira. Eu questiono a sanidade dos meus pensamentos. Eu questiono onde você está...
...Não pelos mesmo erros...
mesmo que... me pareçam... serem... concretos.
Incólume
Me recolho.
Por angustia, por medo.
Incólume
Parece-me que estou a me enganar propositalmente. "Mas qual dos lados é que estou a me convencer?"
Incólume
Nas inconstâncias das idas, apeguei-me... ao mais incondicionável, naquele momento eu tinha tudo... e hoje nada...
Tracei rotas paralelas... até descobrir... que realmente eram paralelos.
Incólume
V. é a melhor rota de fuga, não, não posso negar... não posso ludibriar... não consigo.
V. é a melhor rota paralela.
Os mesmo erros, eu posso ver, eu teimo em estar errado
eu estou
mas eu sou tão ruim nisto
eu sei.
"Me toca, deixa-me sentir a essência.
Me deixa sentir a essência, toca-me.
Faça acontecer o ruído.
Deixa ser sentido...
o alcançável."
Eu me iludo com a verdade que meus olhos insistem em encontrar.