E se há ainda palavra a serem ditas... deixemos que sejam ditas pelo silencio. Se há problemas a serem esclarecidos, deixemos que sejam feitos pelo tempo. E se ... há alguma dor ainda... deixemos que cure.
Quantas foram as vezes que eu tentei fugir da sua vida e deixar de ser só mais uma pessoa para fazer você mesmo se sentir completo?
Olhos semi abertos, coração deveras acelerado, meu amor... hoje eu visitei meu paraíso pessoal - E você não estava presente. Com passos leves, eu segui... senti, por um determinado tempo que eu iria cair, estava tudo bem, pela primeira vez... eu quis.
Quando a merda toda estava pronta, não havia ninguém, era um caminho sem volta, eramos pessoas vazias e tristes. A vida parecia solitária demais. E viver em dupla parecia ser uma mentira tão sólida.
Eu era tão entregue, tão vivo.
Eu me queria de volta.
Depois de muitos entornos, eu cai em meditação profunda. E foi conversando comigo mesmo que eu me entendi. Eu subi degrau por degrau, a medida que avançava eu ficava feliz pelo progresso, e apreensivo... se houve outra queda.
Eu estava chegando...
a lugar nenhum.
Tudo que eu havia planejado, havia ido embora. Essa era a lição da vida que eu não consegui entender. Tudo o que o vento me trouxe, ele levou de volta na mesma constância. E meu singelo e mais apreciado pecado, a minha estrutura, eu arrematei. Todo o orgulho que eu tinha naquela época, eu me desapeguei. Livrei. Deixei. Eu fui tolo, obsoleto, eu diria... romântico.