quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Cartas em Branco II

E se há ainda palavra a serem ditas... deixemos que sejam ditas pelo silencio. Se há problemas a serem esclarecidos, deixemos que sejam feitos pelo tempo. E se ... há alguma dor ainda... deixemos que cure.

Quantas foram as vezes que eu tentei fugir da sua vida e deixar de ser só mais uma pessoa para fazer você mesmo se sentir completo?

Olhos semi abertos, coração deveras acelerado, meu amor... hoje eu visitei meu paraíso pessoal - E você não estava presente. Com passos leves, eu segui... senti, por um determinado tempo que eu iria cair, estava tudo bem, pela primeira vez... eu quis.
Eu precisava me sustentar em algo. E no momento em que eu mais precisei, meu paraíso pessoal incendiou e minha mente decaiu. Mas eu não fui o único. 
Quando a merda toda estava pronta, não havia ninguém, era um caminho sem volta, eramos pessoas vazias e tristes. A vida parecia solitária demais. E viver em dupla parecia ser uma mentira tão sólida. 

Eu era tão entregue, tão vivo.
Eu me queria de volta.

Depois de muitos entornos, eu cai em meditação profunda. E foi conversando comigo mesmo que eu me entendi. Eu subi degrau por degrau, a medida que avançava eu ficava feliz pelo progresso, e apreensivo... se houve outra queda.
Mas meu bem, isso é só ficção, não estamos sangrando de verdade.


Eu estava chegando...
a lugar nenhum.


Tudo que eu havia planejado, havia ido embora. Essa era a lição da vida que eu não consegui entender. Tudo o que o vento me trouxe, ele levou de volta na mesma constância.  E meu singelo e mais apreciado pecado, a minha estrutura, eu arrematei. Todo o orgulho que eu tinha naquela época, eu me desapeguei. Livrei. Deixei. Eu fui tolo, obsoleto, eu diria... romântico.