Abri os olhos, o quarto escuro. Frio.
Sem ruídos, sinistro.
Delirei.
Quando tudo pareceu estar muito confuso. Eu me peguei procurando, aquele que acalmava.
E eu não acreditava... não eu.
Que aquilo me acalmava.
II -
Eu já não sei quanto tempo faz. Não sei quantas horas estou acordada.
Talvez tenha me aventurado demais.
Faz um bom tempo, que não me pego pensando em besteiras improváveis... não eu.
Mas já faz um bocado, que eu tento consolar a mim mesma, um espaço que quer ser ocupado. Não eu.
Não eu...
III -
Desolada.
Querendo que um sonho durasse até mais tarde.
Desolada... sensação de vazio.
De novo...
E acordei de novo com o quarto frio demais, pensando em absolutamente nada.
E ao mesmo tempo, com a cabeça cheia.
Eu desejei por um instante que não ocupasse, não naquele momento meu pensamento.
Que não fosse eu...
não eu...
IV - 18/09/18 - terça - 00:24
E agora, derramando lágrimas, olhos ardendo.
Eu realmente me peguei, desejando o que jurei nunca mais desejar, prometendo que com a distância eu não ia mais me encontrar.
Não eu...
Eu pensei que pudesse segurar. O ódio do pensamento ocupado, o descaso comigo, e o seu orgulho, talvez estejam destruindo um pouco dos meus dias, a ponto de eu saber que não posso mais.
Não eu...
Eu realmente me peguei, desejando tanto, sonhando tanto, querendo tanto... que começou a doer tanto.
E as forças que eu tenho feito pra não me perder, estão sendo todas em vão, porque todos dias o quarto amanhece vazio demais, triste demais, por um alguém longe demais.
Eu queria que fizesse passar...
E todos os dias em que eu penso em sumir, meus impulsos me fazem todo dia procurar pelo mesmo.
É realmente eu queria poder dizer algumas coisas, sem que, pesasse demais. Mas a praticidade com que voce me causa, me da mais motivos para ficar.
V -
Não eu...
Sem condições nenhuma de sustentar qualquer sentimento, porque eu odeio... eu odeio
Não eu...
Mãos atadas. Coração partido.
E você... tem... me dado o maldito motivo para tentar.
Algo que eu perdi há alguns anos.
Não eu...
Eu não quero ficar sem você ... não eu.