Satisfeito com prazeres simples.
Preso em veículos, eu me sinto livre.
Eu pensei em escrever algo para você... mas eu já me sinto diferente.
Prazeres terrenos, tópicos vastos de futilidade preencheram sua vida amargamente.
Eu andei preenchendo meu coração, lidando com a minha solidão.
Eu não me apaguei a devaneios.
O pensamento me retorna em dor. E percebo um espaço vago...
Números limitados me levam onde você está.
Embora é o único lugar que eu quero ir...
Porque...
Eu me sinto diferente.
Em frente... digo.
Enfrente, me esforço.
(22 - junho - 2018)
-Não me recordo de algum dia ter lhe desejado mal. É apenas mera coincidência.
Por um longo tempo, eu mediocremente tentei te resgatar de você mesmo... e até hoje eu nunca descobri o que você esperava de mim.
Os dias que se passaram, poderiam ter sido evitados.
Eu não consigo me lembrar com clareza, eu deixei aos poucos a memória ir se desprendendo. Eu deixei você se tornar um borrão. Eu não queria estragar aquele dia... cara... não aquele dia.
Deveria ter sido evitado. Droga...
Eu não consigo escrever nada para você. Eu tentei de diversas maneiras, busquei todos os dias palavras, tentei descrever... mas eu falhei em todas as tentativas.
Eu não consigo afastar o pensamento que não seja dor e solidão. E as memórias se perderam em algum lugar dentro de mim, e não remanescem sentimentos bons. Eu sequer faço alguma questão de que seja sincero ou poético.
Sequer eu consigo transmitir algo em relação a você.
Eu não sinto nada.