domingo, 12 de maio de 2013

Ira I

Sob um sol escaldante vagava, silenciosamente entre as sombras. Não havia diligências em seu olhar, a não ser um vasto caminho escondido pela alusão de uma vida melhor.


I - Primeiro Plano - Satisfação
A porta do inferno fica um pouco mais atrás, tire sua satisfação.
Amargure sua alma, envenene seu sangue.
Queres tanto isto, a ponto de concretizar com as próprias mãos.
Solene mortal.
Diga oi para morte.


II - Intolerante
O intenso e descontrolado Deus não irá perdoar.
Por você querer cabeças rolando.
Caminho desvirtuoso este que irá seguir.
Intolerante, intolerante mundo. Nunca irá lhe entender.
E você também nunca vai tentar.

III - Raiva
Mesmo um coração bom se liquefaz com ódio
Não há saída para raiva
A impureza consumirá sua alma
A vida não sera mais bela
e a morte nem tão significativa

IV - Tolo
Os anjos cantaram seu nome em uma triste solenidade.
A noite tu podes escutar os demônios rindo de ti.
- Não és maligno, és - se não - tolo.
Solitário indivíduo
Há perdão no amor.

V - Alusão
Aproveite o silêncio.
Anseie por um pouco mais de tempo.
Teu sossego, tem fim. Teu inferno apenas começou.
Deveras, não há mais nada há ser dito.
Quiçá, deveste apenas raciocinar.


VI - Águas silenciosas. 
Há uma saída, doce amigo. 
O passado tem erros. 
Mas a vida nos dá chances. 
Perdeste um fragmento, ganhaste uma vingança.
Não alimente a morte.


VII - Fim de plano - Luxúria. 
Não se afunde em graça. 
Caso desobedeça, você será sua própria desgraça.
A raiva consome, envenena. 
A ira é autodestrutiva.