Sob um sol escaldante vagava, silenciosamente entre as sombras. Não havia diligências em seu olhar, a não ser um vasto caminho escondido pela alusão de uma vida melhor.
I - Primeiro Plano - Satisfação
A porta do inferno fica um pouco mais atrás, tire sua satisfação.
Amargure sua alma, envenene seu sangue.
Queres tanto isto, a ponto de concretizar com as próprias mãos.
Solene mortal.
Diga oi para morte.
II - Intolerante
O intenso e descontrolado Deus não irá perdoar.
Por você querer cabeças rolando.
Caminho desvirtuoso este que irá seguir.
Intolerante, intolerante mundo. Nunca irá lhe entender.
E você também nunca vai tentar.
III - Raiva
Mesmo um coração bom se liquefaz com ódio
Não há saída para raiva
A impureza consumirá sua alma
A vida não sera mais bela
e a morte nem tão significativa
IV - Tolo
Os anjos cantaram seu nome em uma triste solenidade.
A noite tu podes escutar os demônios rindo de ti.
- Não és maligno, és - se não - tolo.
Solitário indivíduo
Há perdão no amor.
V - Alusão
Aproveite o silêncio.
Anseie por um pouco mais de tempo.
Teu sossego, tem fim.
Teu inferno apenas começou.
Deveras, não há mais nada há ser dito.
Quiçá, deveste apenas raciocinar.
VI - Águas silenciosas.
Há uma saída, doce amigo.
O passado tem erros.
Mas a vida nos dá chances.
Perdeste um fragmento, ganhaste uma vingança.
Não alimente a morte.
VII - Fim de plano - Luxúria.
Não se afunde em graça.
Caso desobedeça, você será sua própria desgraça.
A raiva consome, envenena.
A ira é autodestrutiva.