Vaga sensação de estar sozinho no mundo. De nunca ter desejado ser nada de algo ou alguém. Vaga sensação de não ter nada na mente... soa vazio.
Precisava-se tanto fugir, que isso tornou-se seu pecado pessoal. Antes de ser desejo, já era angústia. Mas foi seguindo, de tempo em tempo, chovia e ao poucos, já havia entregado metade de sua alma, para um sentimento tão incompreendido quanto.
Estava um pouco tarde demais, para tentar refazer um erro. Estava um pouco calmo demais, frio demais. Estava demais... Falsidade demais, tristeza demais, erros demais, brigas demais, lágrimas demais... Bondade demais, amor demais, felicidade demais. Soa tão indigno...
Precisava-se tanto ir embora, que ficou.
O pecado carnal havia estado em mim, eu o havia experimentado e o julgado.
Eu poderia ter sido mais forte.
Mas havia algo em seus olhos... que me dizia que era algo... interminável.
E pedia para ficar.