terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Luxúria I

Não me mostre, revele-se.

Levante, nobre homem. Escuta a palavra dos sábios, levanta-te diante dos olhos alheios, eleva-te ao olhos daqueles que emergiram a tua presença, que te desapreciaram, revela-te.

I -  Primeiro Plano - Revela-te
"Era casual, era bom. Era prazer, naquele momento, era.
Você caiu na garra de seus desejos. Agora doce homem, sofra.
Nesse amargo coração, não pulsa por amor algum.
Só pelo seu prazer.
Revela-te"

II - Guarda-te, ou caias em tentação.
Não sou seu anjo, sou sua paz, estou em sua mente.
Digo a ti: - Desprende-se, essa que tu amas, só quer teu mal.
Guarda esse teu pecado, para que tua amada não revele o que lhe esconde.
Revele-se pequeno homem.
Ou caia em tentação.

III - Sustenta-te.
Quando regressar, tire a máscara, limpe a resina de sua roupa.
O doce sentimento da derrota. A vitória do perdedor.
Procurar um emprego, para sustentar o vício, seu pecado e sua luxúria.
Pobre amargurado homem. Sustentando seus medos e receios.
Mas nunca se sustentou.

IV - Carne
Só um pecado tu tens, só um tu suportas.
Não me olhe com ira, tua soberba para mim nada significa.
Tu falharás diante os santos, cairá diante todos. Estúpido homem.
Entregou-se ao pior deles.
Não minta, não para mim, que você não se importa.

V - Segredos
Aproveite o silêncio. Anseie por um pouco mais de tempo.
Teu sossego, tem fim.
Teu inferno apenas começou.
Me diga, nobre homem, qual a droga que você ira usar para esquecer?
Não me esconda seus medo, sei de todos seu segredos.

VI - Águas silenciosas.
Há uma saída, doce amigo. O passado tem erros.
Mas a vida nos dá chances.
Revela-te, cumpra com seu dever.
Ame a tua semente, dê a ela a chance que nunca teve.
Que eu lhe trarei água silenciosas.

VII - Fim de plano -  Luxúria.
Não se afunde em graça.
Caso desobedeça, você será sua própria desgraça.
Em tempos de sofrimento e horas de desespero. Não dê a vida ao que não quer.
Serei seu sofrimento, serei tua paz.
Sou eu quem ama sua desgraça, sou eu quem lhe trás teu prazer.
Sou eu, uma velha amiga, que acompanha você.
Seu pecado, sou a luxúria.

O pecado carnal havia estado em mim, eu o havia experimentado e o julgado.