Está eivada sobre nós nossa própria escuridão. Estamos a sucumbir novamente.
Liberdade, única liberdade.
Você percebeu a quem meus olhos pertecem, a um único azul, essa imensidão sobre mim. Um único céu, é todo meu amor. Estou recuando ao poucos, estou repreendida. Mas ainda tenho perguntas para indagar, se isso não lhe for incomodo. Já que sou muito acomodada. Irônico.
Como bons amigos, você deveria ter deixado-me partir, eu deveria ter deixado você ir, como bons amigos. Quiçá fosse a resposta dos nossos problemas, e não a prisão do nosso amor. Vamos ser vencidos, meu amor, você sabe que não há chances, não para mim.
Enquanto existir um preço a pagar, enquanto a insonia continuar, eu vou continuar querendo fugir em direção ao desconhecido. Eu sei que não mereço seu perdão, mas se puder, confie em mim. Eu volto.
Eu nunca tive noção, você sempre soube, você controlou todos meus sentimentos, você me supriu, me sugou, mas ainda tenho essa "chama", posso não dedicar-me mais ao por-do-sol, entrementes acordo pela madrugada, esperando meu doce azul. Esperando um motivo para eu ir, e não outro para ficar.
Como bons amigos, eu entendo que andei errada, como bons amigos, eu entendo seu amor. Como bons amigos, você sabe que sou incerta quanto a qualquer sentimento... nego... você sabe que me entrego.
Eu não quero esse amor, não queremos esse amor. Não esse amor. Nós queremos algo a mais, é tudo o que eu posso negar e re-afirmar. Não queremos esse amor. Nós podemos ser algo a mais, como bons amigos.