sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Consentimento

Eu vejo romance no seu sofrimento, é minha paz.

Eu esperei por meses, eu poderia esperar por anos,  mas simplesmente fugiu -me toda a vontade, aprendi a viver o mais ou menos e aceitar que estava tudo bem. Talvez, tenha chegado o dia em que acordei e calei todos meus demônios, mas parte de mim ainda quer acreditar que não, que meus demônios não eram tão malignos como pensei, e que, era apenas eu esse tempo todo, sem Deus, sem fé, sem alma, apenas um corpo vazio destinado a viver escrupulosamente uma vida infame sem sentido algum. 

Pensei que meu céu havia escurecido, fechei-me em mundos ilusórios, tentei esconder todos os tipos de verdade aos meus olhos, ninguém nunca conseguiu livrar-me da minha própria solidão, mas, acho que seguimos os mesmo rumos. Após que livrei-me de meus maus, acabei livrando-te também, de certa forma, você se foi, não persistiu nem um pouco para voltar, dramático não?

Envelheci muito em alguns anos, tanto que a morte já me é bem vinda.
O fogo já não arde, e a água não mata mais a sede. As coisas são amenas, e como eu sono é grande, sinto sono maior parte do tempo, dormir é como calma, quase uma religião.

Apaguei-me do mundo,droga cara, como eu precisei tanto de você, você sabia, você nunca conseguiu matar seu pecado, você deixou isso te vencer, hoje estamos aqui, como estranhos conhecidos, mesmo que venhamos tentar consertar as coisas, o passado vai perseguir novamente. Eu queria que fosse uma questão de tempo, a verdade é que eu esperei por todo esse tempo, e o tempo passa rápido demais, rápido demais para te perder novamente. É uma pena essa decepção.

Mesmo que eu venha  esperar, não virá ajuda,  não haverá ninguém, apenas nosso consentimento de que nunca tentamos.