quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pinga Pinga Cai Cai I



A chuva estava a cair ruidosamente, mas, ela manteve-se inerte, observando escrupulosamente o movimento da estrada. As pessoas se protegendo, crianças correndo, senhoras abrindo seus guardas-chuva, viu tudo, só não olhou de verdade.
A praticidade de como tudo havia se afastado, de como as pessoas poderiam ser malévolas... ela queria somente afastar suas dúvidas, ela havia sido certa, ou teria agido de maneira errada... maldito escrúpulo. A chuva no momento era tão forte, que poderia arrancar árvores do chão, trovões poderiam abrir crateras. No entanto, ela só viu o derramar em sua janela.... Não havia barulho, não havia chuva... havia, apenas tristeza transbordando por todos os ares.



Aprendi a voar nos ares da solidão porque meu chão não me quiz. 
(Eduardo Henrique dos Santos Maia)