Escorrega por meu dedos, a doce solenidade que trazes, mesmo nesse âmbito, não faz sequer algum sentido.
Estou aqui, desamparada, criando e re-criando cenas, morrendo de vontade deste ilustre sentimento. Que seja, mas seja, você está a perturbar completamente a minha sanidade, mesmo que não seja totalmente sua culpa, o culpo assim mesmo, preciso de algo para me ludibriar.
Mas, no íntimo, eu não alimento esta causa, mesmo na imposição que foi dada a mim, não me daria a novos luxos que nascem do dia para noite e afloram à pele, desculpe, mas isto - se não - é, apenas luxo... Estou a me ludibriar novamente, negando o sentimento que tirou-me até a fome. Não sei o que você anseia de mim, nem sei sequer o que passas dentro de tua mente, só sei que ficas a me espreitar, talvez, até eu fique também, até goste...
Me contradigo, volto ao raciocínio, desperto dessa leveza que meu corpo se encontra, com o coração pesando mais que chumbo. Posso estar sendo benevolente, a princípio só estou deixando acontecer. Vou prolongar mais, continuar re-negando para mim. Que isso é só paixão à flor da pele... apenas.