Nota mental: continuação paralela de cartas em branco III.
Nota mental 2: isso poderia ter sido uma mensagem. Mas devido a circunstâncias eu não quero ser julgado, nem mal incompreendido. Mesmo que eu tenha achado que tudo fosse tão claro.
Observação: Foda-se essa merda.
Fragmento 1
Sinto sua falta nos momentos mais inapropriados.
Eu me inundo de desejos, e se vão para longe.
Lentamente, eu me torturo... letalmente.
Droga
Eu sinto tanta a sua falta...
algo que não existe
Dói tanto...
Será
Que você...
Sente o mesmo?
Essa hora da noite...
eu só queria não sentir tanto
A droga da sua falta...
Tá acabando comigo
Os dias tem demorado para passar
E o silêncio tem me agredido
Dia após dia ...
Isso não existe ...
E eu almejo ... tanto...
Eu já não sei mais como voltar...
Já me deixei ir demais
Eu to sentindo tanto ...
(29 de setembro)
Fragmento 2
Farol
Fosse pelo coração exausto.
Diante das tentativas frustadas.
Diminui a velocidade... para escutar o coração acelerar.
Eu quis congelar o tempo, para te encontrar.
Eu procurei nos mínimos detalhes, mas minha mente dispersa, não me permitiu ver.
Silêncio constrangedor.
Coração exausto.
Medo de tentar.
Me consumiu.
Sem forças para continuar.
Por mais que a culpa fosse atribuída a você, eu culpei a mim mesmo. Todos os dias.
Desculpa, por não dizer... desculpa por esconder. A garganta engasgou, há alguns anos. Ninguém é responsável pelo que o outro sente. E eu sinto que agora é tarde demais para explicar.
Foi tão fácil gostar de você.
Fez o amor parecer uma grande bobagem.
Coração exausto.
Espero...
Que algumas noites sejam escuras, para sempre que olhar o céu, te encontrar.
Mesmo que eu vá embora, você vai ficar.
Se um dia, o destino agraciar
Se um dia, o acaso permitir
Se um dia, você me chamar
Eu volto, numa imensidão bem maior.
(01 de outubro)
Parte 2 - Frieza e orgulho
1 - Fogo e paraíso
Sem embromar.
Eu pensei muito. Todos os dias. Deus sabe o quanto - mesmo que eu ache isso estupido de ser dito... só eu sei - a verdade é que palavras não podem curar corações partidos. E você é a personificação do sofrimento, e hoje eu sinto o tanto que eu não posso fazer nada. Isso deveria ser libertador... mas não é.
Eu estou vendo tudo com olhos traídos, porque eu não consigo deixar a raiva ir embora, o que não costuma acontecer. E ela volta sempre nos momentos em que eu cogito de falar com você.
E justamente por esta estabilidade pensei que fosse melhor me ausentar.
Porque nenhuma verdade foi dita, e tudo continua igual. E nós dois temos plena consciência da verdade, e vamos optar por não dizê-la. Seja por vergonha sua, e agora, por vergonha na cara de mim mesmo.
Eu realmente sigo sem saber o que fazer, quando eu queria fazer tanto. Eu dei o maldito tempo ao tempo, para as coisas irem tomando o rumo que estão. E o pior, colocar a cabeça de noite no travesseiro e quase todo dia minha consciência confabular: paciência. Esquece o orgulho e vai atrás.
E eu odeio essa merda. Odeio tanto essa merda, odeio tanto que não consigo imaginar o tamanho da revolta que se cria dentro de mim. O fato é que eu posso estar errada, e acabar quebrando a cara como já aconteceu. Mas qualquer tipo de relação é um risco... não sabemos o dia de amanhã, e estamos sujeitos a nos magoar com as pessoas sempre.
Mas o que realmente me motiva, é como eu relatei... eu perdi uma pessoa para ela mesma, por muro altos demais. Pessoas vem e vão, não deveria ser tão importante.
Só que quando trata de você, eu simplesmente penso que não dá pra deixar pra lá, e realmente não consigo.
Antes que eu perca a vontade de continuar. E eu perco fácil... ontem eu fui dormir com uma ideia na cabeça, e acordei com a sensação de ter sonhado com você.
Acordei querendo contar, e barreiras invisíveis me impediram. No fundo eu sinto ser irrelevante todo meu esforço. Quiçá eu esteja fazendo algo de errado mesmo. Ou não. Eu já não sei mais...
Depois de palavras trocadas, eu já nem sei se consigo ir atrás agora, deixar para lá parece ser uma opção bem mais viável, eu não quero ter intenções reais sendo confundidas por carência.
Basta prestar atenção em datas. Eu pensei que fosse claro que eu realmente me importava.
Realmente tem coisas que não se encaixam, e tenho percebido que se passam dias, e eu não me encaixo em lugar nenhum, quem dirá na vida de outra pessoa. E se antes deixar para lá fosse um infortúnio que eu não queria fazer, estou fazendo por vergonha de mim mesmo. E nem sei dizer o motivo para a vergonha... talvez do papel patético que eu me remeto a fazer... por tentar.
Eu queria poder ficar muito triste, mas nem tristeza me assola no momento. Tudo está voltando a ser como era na minha vida, frio demais para eu dar importância... esse é o medo, pode se concretizar, mesmo eu não querendo... e eu realmente não quero... mas por algum motivo eu sempre consigo deixar tudo para lá ... enfim... que seja... o que importa agora?
Acabei falando demais.
2 - Altruísmo e Orgulho
Com os olhos abertos, eu não podia ver. E tudo era tão claro. Eu não podia sentir com a ausência, imaginação criava falsas esperanças, era um notável fim, e eu queria que voltasse para o começo. Com os olhos abertos, a linha do horizonte me trouxe mágoas e receio. Traumas de um passado desabando constantemente, poderia imaginar eu? Não... eram apenas imagens criadas, uma esperança tola que eu sonhei que seria alcançada, talvez fosse pela quantidade de sentimentos depositado. Coração indulgente, eu acreditava e iria até o fim. Curiosidade a mil, eu me mantive ativa, até que ficar inerte foi uma obrigação.
Mesmo que não fosse clara as intenções, eu sempre me dispus ao risco. Eu não tenho medo de viver, tenho medo de deixar de viver.
Está tudo bem... até realmente estar. Nada foi em vão. Não dentro de mim. É sempre incompreensível no início, falta muita maturidade para absorver lições. Está tudo bem, eu não repito até que pareça verdadeiro. Eu não minto para mim mesma.
Não me sinto triste, sofrimento é só um abate. Ninguém é responsável por nada. Cada um sente o que lhe permite sentir. Fico feliz por sentir sentimentos bons, memórias serão felizes, mesmo que a solidão as vezes seja um pouco cruel. O vazio está se completando. Nada melhor do que uma boa e velha reflexão causada. Cheguei no limite do pensamento, botei tudo para fora.
Mesmo que eu tentasse, o sofrimento duraria apenas alguns dias. Talvez retornasse em outros com memórias avulsas. Eu não tentaria novamente explicar meus motivos, seria um erro. E eu gosto demais de cometer erros...
Eu me sinto tão feliz, e ao mesmo tempo tão triste. Está tudo balanceado, como tudo na vida deve ser. Alcancei algum tipo de paz, o amor invade meus dias, e eu sinto gratidão por poder senti-lo.
É bom perceber que nada se perdeu, apenas foi embora, não que um dia não possa voltar. Não estarei esperando, mas estarei pronto. Espero que meu ego não atrapalhe, tudo o que eu pude ser, eu continuarei sendo, mesmo que continue dando errado. Ressonância..
E tudo terá valido a pena, mesmo que por alguns instantes. Com a inocência de um sorriso, e um coração disposto. Está tudo bem. Em paz sigo, e uma outra noite, quem sabe, eu me veja sonhando de novo, aprendendo de novo. Até onde eu puder me levar.
Com os olhos fechados, eu pude ver. Nunca foi um erro. Nunca será um erro.
Fragmento 3
Nada parece ser o mesmo,
não sem você aqui.
Mas você nunca esteve.
E eu posso sentir
que sempre esteve.
Eu quis tocar sua alma.
Eu quis ver seu rosto.
Passar a mão sobre seu cabelo.
Deitar no seu colo.
Eu quis... ser sua.
Eu criei cenas.
E em nenhuma delas, existia tristeza.
Eu criei expectativas...
E você excedeu todas.
Eu quis arruinar a distância.
Eu quis abrir meu coração.
Me jogar nos seus braços.
Eu quis ir rápido demais... numa intensidade
que os olhos não acompanham.
Você me pareceu familiar demais, todas as vezes.
E todos os dias eu quis preencher o quarto com sua a
presença.
Amanhecer ao lado.
Eu quis tanto lutar para ter isso.
E talvez, eu não me importe...
Em quantas noites eu vou passar acordada.
Em quantas vezes meu coração vai desmoronar.
Eu quero ser o motivo... do seu sorriso.
Como você foi do meu.
Eu não consigo imaginar, a reciprocidade.
Eu não consigo mais, não sem você.
Não sem você.
E eu realmente não sei o que fazer com os dias insones.
Não sei mais achar o caminho de casa.
Você criou uma morada
e eu não quero deixar você sair.
Egoísta eu sei.
A vida prega muita peça.
Há muitas coisas que atrapalham.
Eu tenho mil motivos para desistir.
E somente um para ficar.
E eu só preciso de um.
(01 de outubro)
4 - Disfarce
Eu já me arrependi desse texto todo em sua totalidade.
Sentimento demais. Exposição demais.
Enfim, que seja. Já que nada foi... que seja.
Eu cansei de disfarces.